Mas hei-de descobrir, um dia destes. Um dia menos obtuso, ou talvez mais. Um dia mais imprevisível, um dia com menos páginas para escrever. Um dia em que o imprevisto seja previsto, seja escrito por mim.
Hei-de descobrir porque há uma alguma força. Uma corrente invisível que puxa do peito, inflamado. É o melhor que a consigo descrever. Para onde ela puxa… não quero saber.
Eu não quero saber o meu futuro. Se quisesse, recorreria ao meu bolso esquerdo, fonte da minha omnisciência – de onde eu vejo todos os passados, futuros, todas as conversas, todos os textos. Guardo tudo no meu bolso esquerdo, menos um espelho. Nunca um espelho.
Resta esperar.
O meu bolso direito, esse é uma sala de espera. É a fonte da paciência do mundo. Tenho todo o tempo, ou isso alucino, no meu íntimo. Sem ele teria delirado toda uma vida, imponderada e com menos significado, mas não menos significante, suponho. O meu bolso direito é particularmente grande. Nunca tão grande como o esquerdo, especialmente depois de ter sido atropelado pelo autocarro da injustiça, mas essa é toda uma outra infantil metáfora. Tenho a certeza que há por aí, nesse mundo, coisas pelas quais vale a pena esperar. Dois minutos. Quinze dias. Uma década. Várias vidas.
Se guardasse um espelho no meu bolso esquerdo, se pusesse um relógio no direito… então não valeria a pena usar calças… nem roupa… só um robe, em frente da tv, todo o dia. O conhecimento seria um produto para consumo, e a espera reduzir-se-ia à demora do ceifeiro. Porque sair de casa não seria emocionante. E sem emoção… sem emoção não há futuro, só sequencialidade.
Hei-de descobrir porque há uma alguma força. Uma corrente invisível que puxa do peito, inflamado. É o melhor que a consigo descrever. Para onde ela puxa… não quero saber.
Eu não quero saber o meu futuro. Se quisesse, recorreria ao meu bolso esquerdo, fonte da minha omnisciência – de onde eu vejo todos os passados, futuros, todas as conversas, todos os textos. Guardo tudo no meu bolso esquerdo, menos um espelho. Nunca um espelho.
Resta esperar.
O meu bolso direito, esse é uma sala de espera. É a fonte da paciência do mundo. Tenho todo o tempo, ou isso alucino, no meu íntimo. Sem ele teria delirado toda uma vida, imponderada e com menos significado, mas não menos significante, suponho. O meu bolso direito é particularmente grande. Nunca tão grande como o esquerdo, especialmente depois de ter sido atropelado pelo autocarro da injustiça, mas essa é toda uma outra infantil metáfora. Tenho a certeza que há por aí, nesse mundo, coisas pelas quais vale a pena esperar. Dois minutos. Quinze dias. Uma década. Várias vidas.
Se guardasse um espelho no meu bolso esquerdo, se pusesse um relógio no direito… então não valeria a pena usar calças… nem roupa… só um robe, em frente da tv, todo o dia. O conhecimento seria um produto para consumo, e a espera reduzir-se-ia à demora do ceifeiro. Porque sair de casa não seria emocionante. E sem emoção… sem emoção não há futuro, só sequencialidade.
1 comentário:
O que mantém vivas pessoas como nós é poder saber que alcançaremos as coisas pelas quais vale a pena esperar. Em dois minutos. Quinze dias. Uma década. Várias vidas...não importa.
O que importa é nunca deixarmos de saborear o presente, mesmo que queiramos viver intensamente o futuro.
Don't survive, Live!
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