Coleccionamos folhas, ao longo de uma vida. Documentos da mais diversa natureza. E fazemo-los para nos definirem. Fazemo-lo para nos categorizar. Coisas distintas.
Contei todas as incomensuráveis letras que me descreveram, ao longo de uma vida. Ou talvez tenham sido mais, as vidas, as letras.
Coleccionamos folhas, ao longo de um traço contínuo das nossas poesias. Como versos que nunca se soltam, uma pena que nunca emerge para respirar, e volumes que se acumulam, com o adensar das sensações.
Coleccionamos folhas. Elas, os escritos de outros, as suas palavras, músicas, quadros, filmes, suores, sangues e lágrimas… são não mais que a nossa própria vida.
Coleccionamos folhas, à largura do horizonte. Alvorada canta a geada. E os pássaros concordam.
Eu colecciono folhas. Mas as folhas ardem. Há textos que só se concretizam enquanto tal quando forem queimados como cartas aos mortos, e o seu fumo se perca na planície dos céus, dos mares… das terras e dos desencantos.
Contei todas as incomensuráveis letras que me descreveram, ao longo de uma vida. Ou talvez tenham sido mais, as vidas, as letras.
Coleccionamos folhas, ao longo de um traço contínuo das nossas poesias. Como versos que nunca se soltam, uma pena que nunca emerge para respirar, e volumes que se acumulam, com o adensar das sensações.
Coleccionamos folhas. Elas, os escritos de outros, as suas palavras, músicas, quadros, filmes, suores, sangues e lágrimas… são não mais que a nossa própria vida.
Coleccionamos folhas, à largura do horizonte. Alvorada canta a geada. E os pássaros concordam.
Eu colecciono folhas. Mas as folhas ardem. Há textos que só se concretizam enquanto tal quando forem queimados como cartas aos mortos, e o seu fumo se perca na planície dos céus, dos mares… das terras e dos desencantos.
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