Quem se fez pessoa,
Logo se desfez, enfim,
Comigo já destoa.
Comigo, mas sem mim
Quem é o outro que se fez primeiro, protagonista das histórias periféricas, memórias satíricas, escárnio da lírica de um grito abafado.
Quem quês questiona,
De nãos faz sim.
Outros três magoa...
Outros, mas sem mim.
Quem é o figurante, que não o autor em camuflagem, prevendo um futuro lembrado, pelos sábios, antigos, nas palavras que puseram na rocha.
Quem triste actua?
Depressa eu vim!
Todos, do Sol à Lua,
Todos, mas sem mim.
Quem é o texto, forma e substância, desespero e ânsia, ao limite do desinteresse, da indiferença, na diferença, no singular mais plural de todos.
Logo se desfez, enfim,
Comigo já destoa.
Comigo, mas sem mim
Quem é o outro que se fez primeiro, protagonista das histórias periféricas, memórias satíricas, escárnio da lírica de um grito abafado.
Quem quês questiona,
De nãos faz sim.
Outros três magoa...
Outros, mas sem mim.
Quem é o figurante, que não o autor em camuflagem, prevendo um futuro lembrado, pelos sábios, antigos, nas palavras que puseram na rocha.
Quem triste actua?
Depressa eu vim!
Todos, do Sol à Lua,
Todos, mas sem mim.
Quem é o texto, forma e substância, desespero e ânsia, ao limite do desinteresse, da indiferença, na diferença, no singular mais plural de todos.
2 comentários:
"Os poetas são, como toda a gente sabe, seres da utopia , essa utopia sem a qual não há progresso".
Eugénio de Andrade
De utopias e filosofias constroi realidades...Gostei!
Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida
E. Andrade
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