Mea culpa esta enfermidade da eloquência da verdade. Retórica perdida. Atritos aquecem, no ferruncho que vai além do horizonte, e numa admissão que custa tragar, na boca que a recusa expelir. Zelos pouco razoáveis, que nascem de um zelo demasiado grande. Nada razoáveis. Os pássaros lá vão cantando, nesta Primavera que cresce, na comiseração que destoa e que desprezo. Ciar é despropósito, e lástima da vergonha. Mas é Primavera. Que as flores me engulam de alegria, porque há uma flor que me alivia.
Não é papoila, mas puxa-me (pusherman). Hahaha. Faz-me também rir. Rosa branca, tulipa negra. Não esquecer os pássaros, que dão música aos chãos e movimento aos ares. O riacho corre e cintila. É Primavera, e fico embarassado com tanta vida que de ti surge. Verdes são os campos. Mas hão-de amadurecer. Prometo.
1 comentário:
É a tranquilidade do nós que vem abrir os olhos ao tempo..."o tempo deixou de ser real". E agora as datas dos equinócios e solstícios já não me regem, a prótese mecânica no meu pulso esquerdo já não dita coisa nenhuma e o sol e a lua parecem de igual natureza... desde que a Primavera dos nossos dias continue a parar o tempo e a iluminar-nos com o Sol do meio-dia.
Amo-te
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