sábado, 21 de março de 2009

mesa.

Quatro cadeiras em volta, e um naprón bordado com carinho. Um jarro com meia-dúzia de lilás e o sol poente a espreitar pela janela. O barulho da porta que cede passagem à vida das pessoas.

Uma refeição meio comida, migalhas e manchas de vinho na toalha. O silêncio da digestão e o rádio de tempos antigos. Um jogo de xadrez antes do deitar.

Cinco amigos jogando as cartas e contando as suas biografias, emocionantes e monótonas. Todos os segundos são tidos, nenhum é esperado. A hora de voltar para casa.

2 comentários:

Unknown disse...

Gosto...

Anónimo disse...

Hoje ao saber que isto existe, pude encostar-me na cadeira e ler cada coisa enquanto sorria.

Até um dia. Na inevitabilidade de ser na rua do costume.