Sou sôfrego, numa permeabilidade da alma que escasseia em resolução, e se sente inadequada em concretizações, tais estranhas pulsões. A partilha do próprio é-me um desafio crescente. Haverá, no mundo sensível algo pronto para receber e dar sem distinção, além desta sincera e triste inteligibilidade? Será esta inteligibilidade que me aparta daquilo que a sensação tanto quer? Ou será a procura, que se desdiz e me nega o ensejo do desejo, fonte dessa foz? Será nada disso ou uma triste combinação que me ensopa a mágoa, que nunca a conseguirá totalizar? Onde me estão as cartas do desconhecimento? Sorumbática, a beleza de tal ideia. Macambúzia, a delicadeza de tal sentimento. Mas insatisfatória. Doce-amarga. Amarga.
Perdições passadas recordam um futuro mal expectante. E espero. Impotente.
Perdições passadas recordam um futuro mal expectante. E espero. Impotente.
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