Temos tanto medo dela, com ela lidamos tão mal. Numa Era de sobrepopulação do mundo, de indivíduos submersos num “Outro” massivo, e crescente receio do escuro (aquele eterno desconhecido, que tantas ficções gera), este “sem nome” decide dar o exemplo, homenageando a eutanásia.
Marca-se, hoje, um ano desde o nascimento deste exercício (diga-se: na continuação do repúdio calendarista anteriormente afirmado), um bastardo nunca substancializado propriamente, despropositado em tantas outras coisas. Serviu de aeróbia e anaeróbica reflexão, musculação de força e alongamento de flexibilidade, estado de espírito e concentração, táctica e concretização. Cresceu e fez crescer, partilhando alegrias.
Agora, no culminar da sua maturação, vai deixar o escuro do fundo destas páginas desfocar as pálidas palavras, na potência do esquecimento… e vai amar, como tantas outras coisas amou, a morte, símbolo sem sentido do descanso da dor de sentir, da dor de pensar, da dor de fazer – da inexistência… do suicídio.
Outra morte, a do texto, vai-lhe deixar um corpo eternalizado, em sátira a si mesmo.
Resta, como sobra de riso e lágrima, a possibilidade inegável que as próprias palavras, letras, esta candura da brancura, reflictam sobre si mesmas, até ao fim dos tempos, já que não terão divindade criadora… não mais. Que bonita hierarquização, numa metonímica metaforização da natureza das pessoas e das coisas. Seca-se a garganta, em medo e saudosismo. Melhor que, por aqui, se fique.
E, assim, se concretizou a proposição, em mais um lapso retórico. O último, finalmente…
Marca-se, hoje, um ano desde o nascimento deste exercício (diga-se: na continuação do repúdio calendarista anteriormente afirmado), um bastardo nunca substancializado propriamente, despropositado em tantas outras coisas. Serviu de aeróbia e anaeróbica reflexão, musculação de força e alongamento de flexibilidade, estado de espírito e concentração, táctica e concretização. Cresceu e fez crescer, partilhando alegrias.
Agora, no culminar da sua maturação, vai deixar o escuro do fundo destas páginas desfocar as pálidas palavras, na potência do esquecimento… e vai amar, como tantas outras coisas amou, a morte, símbolo sem sentido do descanso da dor de sentir, da dor de pensar, da dor de fazer – da inexistência… do suicídio.
Outra morte, a do texto, vai-lhe deixar um corpo eternalizado, em sátira a si mesmo.
Resta, como sobra de riso e lágrima, a possibilidade inegável que as próprias palavras, letras, esta candura da brancura, reflictam sobre si mesmas, até ao fim dos tempos, já que não terão divindade criadora… não mais. Que bonita hierarquização, numa metonímica metaforização da natureza das pessoas e das coisas. Seca-se a garganta, em medo e saudosismo. Melhor que, por aqui, se fique.
E, assim, se concretizou a proposição, em mais um lapso retórico. O último, finalmente…
2 comentários:
agradeço a todos os que visitaram este lugar, acrescentado que estão sempre convidados a regressar. aos que gostaram, desejo, muito sinceramente, que tenham melhor gosto no futuro. deu-me bastante gozo partilhar a parvoíce,sendo que, admito, parte dela foi agradável.
algum dia, mais cedo ou tarde, haverá outro projecto. melhor. muito. até lá.
Esperando, em permanência, o que nunca quis deixar de saber de ti.
*
Enviar um comentário