quinta-feira, 11 de junho de 2009

sou cego.

Escrevi o romance mais incrível de sempre. 1500 páginas e 3 volumes da mais bela prosa jamais posta no papel. As personagens mais cativantes, o enredo mais alucinante e surpreendente. As sensações mediadas na perfeição, as ideias sentidas em cada fragmento. A obra que, se lida, mudaria qualquer, todas as vidas.
Mas escrevi-a nas minhas lágrimas, esquecendo-me de que eram transparentes. Findado o rio, interrogo-me se a mera terapia não terá sido a maior história deixada por contar.

1 comentário:

Sara disse...

escrevemos tanto em sentimentos, emoções e acções. e por vezes isto que vivemos não cabe nas palavras.