O travo de angústia dissipa-se no ar, cinzento, e remanesce a culpa do espírito que não consegue ser aquilo que quer ser. Frustra-se na solitária noite, coberta de insónia e desencanto. Quando o mundo convoca, para se concretizar, nas coisas de necessidade, range a inércia e a lividez da força. A tormenta da dolorosa consciência incontrolável implora por se apaziguar, nem que ao maior de todos os custos, a perda, o esquecimento, o ódio. Ódio será combatido com espadas de chamas e prestidigitações escuras. Até que as reminiscências de alento se findem. É essa a fantasia, a alternativa para uma existência pensante.
Sem comentários:
Enviar um comentário