De que cor é a flor, que não se sabe de cor, na indignação da inacção – é da cor do coração.
Cansada metáfora, desgostada pela caneta até, mas não a deitemos fora, gozemos a falsa fé.
Que pigmentação a descreve? Nenhuma senão a do camaleão, que nunca prescreve, ampla como a imaginação, exígua como o esbatido mundo em que se inscreve. Onde está o beijo, que é mais que apetrecho, onde está o olhar, que é mais que atentar? Porque amo todas as cores, mas me visto só daquelas? As do conforto. Porque não quero querelas, quero o direito e não o torto. Esbatido sou, afinal, eu, que não me querendo mal, sigo o rumo que o bem perdeu.
Quero-me camuflar para poder surpreender. Quero saltar de súbito, sorrateiro e sempre ousado, e causar o espanto de que me tenho olvidado. Do olvido vivido, lembro, como quem recorda o omisso, o descomprometido compromisso de causar sorriso.
De que cor é o sorriso?
Cansada metáfora, desgostada pela caneta até, mas não a deitemos fora, gozemos a falsa fé.
Que pigmentação a descreve? Nenhuma senão a do camaleão, que nunca prescreve, ampla como a imaginação, exígua como o esbatido mundo em que se inscreve. Onde está o beijo, que é mais que apetrecho, onde está o olhar, que é mais que atentar? Porque amo todas as cores, mas me visto só daquelas? As do conforto. Porque não quero querelas, quero o direito e não o torto. Esbatido sou, afinal, eu, que não me querendo mal, sigo o rumo que o bem perdeu.
Quero-me camuflar para poder surpreender. Quero saltar de súbito, sorrateiro e sempre ousado, e causar o espanto de que me tenho olvidado. Do olvido vivido, lembro, como quem recorda o omisso, o descomprometido compromisso de causar sorriso.
De que cor é o sorriso?
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