Aprendemos a lidar com o mundo pelas ficções das outras pessoas que vivem esse mundo, antes de nós. A cronologia torna-se progenitora da experiência.
Passamos os dias lendo, visionando, ouvindo, fragmentos dos que nos rodeiam e têm a impertinência de se partilhar. Inúmeros já se partilharam. Inúmeras histórias já foram passadas entre indivíduos. Conhecemos o mundo bem demais, nesta esfera demasiado pública.
É, sim, é um conhecimento ilusório, mas facilitador da criação de um outro, mais elevado. Esse é construído com a faculdade do juízo crítico, que distingue aqueles que encontram alicerces na razão ponderada e metódica, daqueles que não adquirem essas técnicas, e são levados na derrocada de um lamaçal de cultural por destilar, não sabendo que aquela terra é, exageremos, merda.
Temos faros distintos, uma predisposição que varia conforme todo o processo de amadurecimento intelectual e emocional, sujeito das partilhas no mundo comunitário. Vivemos algo mais que uma multidão. Algo mais fundo e tocante.
As ficções que se cultivam no imaginário colectivo permitem-nos uma certa clarividência no quotidiano e no extraordinário. Fornece-nos com soluções, com certos e errados (outro tipo de ficção metafísica, na falácia da dualidade da vida) e com um reflexo empírico que chega a mudar a forma como percepcionamos, percebemos e sentimos os mundos.
E chegamos a um ponto no qual pouco há de novo a viver. Já tudo vimos. Mesmo a força das coisas que ainda nos convencem que há mais e maiores experiências a nossa espera é suavizada pela impetuosidade de um déjà vu, colateral à eminente narratividade cíclica das situações.
É nem bom nem mau. É como é.
Passamos os dias lendo, visionando, ouvindo, fragmentos dos que nos rodeiam e têm a impertinência de se partilhar. Inúmeros já se partilharam. Inúmeras histórias já foram passadas entre indivíduos. Conhecemos o mundo bem demais, nesta esfera demasiado pública.
É, sim, é um conhecimento ilusório, mas facilitador da criação de um outro, mais elevado. Esse é construído com a faculdade do juízo crítico, que distingue aqueles que encontram alicerces na razão ponderada e metódica, daqueles que não adquirem essas técnicas, e são levados na derrocada de um lamaçal de cultural por destilar, não sabendo que aquela terra é, exageremos, merda.
Temos faros distintos, uma predisposição que varia conforme todo o processo de amadurecimento intelectual e emocional, sujeito das partilhas no mundo comunitário. Vivemos algo mais que uma multidão. Algo mais fundo e tocante.
As ficções que se cultivam no imaginário colectivo permitem-nos uma certa clarividência no quotidiano e no extraordinário. Fornece-nos com soluções, com certos e errados (outro tipo de ficção metafísica, na falácia da dualidade da vida) e com um reflexo empírico que chega a mudar a forma como percepcionamos, percebemos e sentimos os mundos.
E chegamos a um ponto no qual pouco há de novo a viver. Já tudo vimos. Mesmo a força das coisas que ainda nos convencem que há mais e maiores experiências a nossa espera é suavizada pela impetuosidade de um déjà vu, colateral à eminente narratividade cíclica das situações.
É nem bom nem mau. É como é.
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