Não desejo aqui retomar, numa infiel transcrição, o sentimento de diálogos passados, por importantes que tenham sido. Neste momento só uma coisa me toca.
Lanço o grito de quem admite ter, nestes tempos, tido apenas um tema. Peço desculpa a mim mesmo, sem que alguma vez chegue, sequer perto de, me culpar, tal a alegria que me acalenta.
Vivo uma ficção fantástica, gerada em remotos traços da imaginação romântica, palpável, apesar de longe das minhas mãos. Vivo a alegria maior do ser, vivo a paixão pelo momento, o desejo da partilha e os sonhos que os ligam. Vivo a estranha amálgama entre pretéritos e fados por cantar. Vivo-o, virtualmente.
Mas, neste momento, só uma coisa me toca. A saudade. E quem é ela para me perturbar? Quem é essa sensação de nojo, sorumbático; de luto, frio árctico, para me trespassar como ar que voa sem direcção? É a coisa maior. Nem a acredito. Nunca antes a tinha sentido… deve ser fruto de outras coisas que nunca antes senti.
Será mero resultado de uma exponente distância que torna proibida a concretização?
Não. Aquilo que é, era-o já antes da distância. Tão real.
Será coisa leviana, ardor inflamado que chega como explosão que tudo queima, para já nada ter para arder?
Não. Não explode. É um calor de todas as cores invisíveis, que queima suave, gostoso mas não efémero.
Será um infortúnio das probabilidades, que juntou uma lua e um sol em eclipse fugidio?
NÃO! É eclipse permanente, imanente, que sente e nunca mente.
Digo estas coisas sem estilo ou artificialidade do engenho das palavras e das ideias. É, simplesmente, a forma mais simples de expressar as coisas que de mim brotam, confesso. Não é particularmente bonito. Não o é suposto ser. É, só, coisa forte demais para conter em mim. Só isso, estas ideias.
Lanço o grito de quem admite ter, nestes tempos, tido apenas um tema. Peço desculpa a mim mesmo, sem que alguma vez chegue, sequer perto de, me culpar, tal a alegria que me acalenta.
Vivo uma ficção fantástica, gerada em remotos traços da imaginação romântica, palpável, apesar de longe das minhas mãos. Vivo a alegria maior do ser, vivo a paixão pelo momento, o desejo da partilha e os sonhos que os ligam. Vivo a estranha amálgama entre pretéritos e fados por cantar. Vivo-o, virtualmente.
Mas, neste momento, só uma coisa me toca. A saudade. E quem é ela para me perturbar? Quem é essa sensação de nojo, sorumbático; de luto, frio árctico, para me trespassar como ar que voa sem direcção? É a coisa maior. Nem a acredito. Nunca antes a tinha sentido… deve ser fruto de outras coisas que nunca antes senti.
Será mero resultado de uma exponente distância que torna proibida a concretização?
Não. Aquilo que é, era-o já antes da distância. Tão real.
Será coisa leviana, ardor inflamado que chega como explosão que tudo queima, para já nada ter para arder?
Não. Não explode. É um calor de todas as cores invisíveis, que queima suave, gostoso mas não efémero.
Será um infortúnio das probabilidades, que juntou uma lua e um sol em eclipse fugidio?
NÃO! É eclipse permanente, imanente, que sente e nunca mente.
Digo estas coisas sem estilo ou artificialidade do engenho das palavras e das ideias. É, simplesmente, a forma mais simples de expressar as coisas que de mim brotam, confesso. Não é particularmente bonito. Não o é suposto ser. É, só, coisa forte demais para conter em mim. Só isso, estas ideias.
1 comentário:
Nada se perde, nada é infinitamente impossível e por essa razão tudo é tao real.Por essa razão as palavras na tua boca e nas tuas mãos nunca se findam: porque as metas que queres atingir e o espírito com que o queres fazer, agora podes partilha-los sem que o seu sentido maior se altere. Partilhar, um dia...fisica e psicologicamente falando...escrevendo.
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