domingo, 1 de março de 2009

é a minha vez de pagar.

Soa o ecoar de uma máquina de escrever… apesar de possivelmente não haver nenhuma a quilómetros.

Levei um meu amigo a sair. Tivemos com amigos e falámos sobre coisas.

Olhei para o meu amigo e disse: isto é um copo. Nele esta contido um líquido que identifico como água, ocupando cerca de um terço do volume interior do objecto. As suas bordas são trabalhadas, o seu pé cresce para um cabo helicoidal, e flores tatuam as suas faces, que são uma só. Não faz muito o meu género.

E, na verdade, tanto quanto sabia, aquilo era um copo. E nele estava contido um líquido que seria água, e que o preenchia, aproximadamente, em um terço. Tinha bordas trabalhadas, um cabo helicoidal e flores como adereços, em relevo. Facto era que não me aprazia esteticamente.

Fiz, portanto, bem dizer aquelas coisas.

Passo agora a descrever o que aconteceu, o testemunho não adulterado, da perspectiva do copo: “…”

E o meu amigo, cujo copo transbordava de rum, nos seus eufóricos acenos e esbracejares, não deu dois momentos de atenção àquele copo. Ai! Aquele copo. Porque sim, era um copo de água, dois terços vazio, de orla ornamentada, cabo em curva e faces floridas. Aquele copo falhava em me agradar a vista.

E cada um rumou para sua casa. Menos o copo. O copo que…

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